Custos de Transporte Rodoviário (Custo por Km e Fixo vs Variável)
O custo de transporte rodoviário divide-se em custos fixos, que existem mesmo com o veículo parado (depreciação, financiamento, IPVA, licenciamento, seguro, salário do motorista), e custos variáveis, que só ocorrem quando o veículo roda (combustível, pneus, manutenção, lubrificantes, pedágio, ARLA). O indicador-chave é o custo por quilômetro (custo/km): soma-se o custo mensal e divide-se pela quilometragem rodada. Combustível costuma responder por 30% a 40% do custo total (e é o maior item entre os variáveis).
Sem separar fixo de variável, a transportadora não sabe precificar nem quando dizer não a um frete. O custo fixo mensal (depreciação do veículo, capital ou parcela do financiamento, seguro, rastreamento, IPVA, salário e encargos do motorista) precisa ser rateado pela quilometragem efetivamente rodada — por isso ociosidade encarece cada quilômetro. O custo variável acompanha a rodagem: diesel, ARLA 32, pneus (custo por quilômetro de vida útil da carcaça e recapagens), manutenção preventiva e corretiva, lubrificantes e pedágio. Somando fixo rateado mais variável chega-se ao custo/km, base para comparar com o frete recebido e para calcular o ponto de equilíbrio de ocupação. Metodologias como a da NTC&Logística padronizam essa planilha de custo, permitindo negociar frete com dado e não com intuição.
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